terça-feira, 3 de maio de 2016

Esculturas

ESCULTURA GREGA

A escultura é uma das mais importantes expressões da cultura grega. Além de possuir grandes méritos artísticos, tanto no terreno do conceito como da técnica e da forma, foi instrumento utilíssimo, sendo veículo e ilustração de uma série de valores daquela sociedade. Ligada a inúmeras esferas da vida e do saber, como a religião, a política, a ciência, a decoração de espaços e edifícios públicos, o esporte, a educação, e outras. Mais do que isso, durante a época de Alexandre, o Grande, exerceu decisiva influência sobre a escultura romana, como antes havia feito com a escultura etrusca.
Focada na representação do homem e de deuses antropomórficos, embora se manifeste também em uma grande diversidade de outros sujeitos, alguns dos cânones formais para o corpo humano que introduziu foram uma criação inédita na história da arte mundial. Estabelecendo uma bem-sucedida aliança entre a imitação realista e quase científica das formas naturais e sua idealização, ainda hoje são largamente prestigiados como modelos de beleza. Também foi importante na inauguração de um novo ramo filosófico, a estética. Algumas de suas obras mais destacadas se tornaram ícones populares, como a Vênus de Milo, o Apolo Belvedere e a Vitória de Samotrácia, e os nomes dos seus artistas mais importantes, entre eles Fídias, Policleto e Praxíteles, de grande fama.
 Vitória de Samotrácia
.Vênus de Milo

ESCULTURA ROMANA

Roma foi uma das maiores civilizações da Antiguidade Clássica. Sociedade eminentemente visual com a maior parte de sua população analfabeta e incapaz até de compreender o latim erudito que circulava entre a elite, as artes visuais funcionaram como uma espécie de língua franca acessível a todos, confirmando ideologias e divulgando a imagem de personalidades eminentes. Nesse contexto, a escultura desfrutou de uma posição privilegiada, ocupando todos os espaços públicos e privados e povoando as cidades com inumeráveis exemplos em várias técnicas. Até mesmo os retratos tinham frequentemente associações com o sagrado, e assim como em todas as culturas, Roma não divergiu na prática de produzir imagens propriamente de culto, que estavam presentes nos grandes templos públicos até nas mais modestas das habitações. Não só os grandes gêneros escultóricos em bronze e mármore se tornaram comuns, a estatuária, os grandes sarcófagos, os relevos arquiteturais, mas mais ainda as estatuetas em terracota, os relevos funerários simples, as máscaras mortuárias em cera, cujo custo estava dentro do alcance das classes mais baixas.
A escultura da Roma Antiga foi uma das mais importantes expressões artísticas dos antigos romanos. A tradição grega de escultura permaneceu uma referência constante ao longo de toda a trajetória da arte escultórica em Roma, recebendo influência primeiro através da escultura etrusca, fortemente devedora dos gregos do período arcaico, e a partir do período helenístico o contato passou a ser direto e ainda mais intenso e fecundo. Mas contradizendo uma antiga e generalizada opinião de que os romanos foram apenas meros copistas, hoje se reconhece que foram capazes não só de assimilar e elaborar suas fontes com maestria, mas também de dar importante contribuição original a essa tradição, visível em especial no retrato pictórico, gênero que gozou de prestígio singular e deixou exemplos de suma perícia técnica e elevada expressividade, e na escultura decorativa dos grandes monumentos públicos, onde se desenvolveu um estilo narrativo de grande força e caráter tipicamente romano.
A Coluna de Trajano.


fb_ptNA7kKD9bHjUwb3BC54 Retrato de Augusto de Prima Porta


Por David Nelson

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