ESCULTURA GREGA
A
escultura é uma das mais importantes expressões da cultura grega. Além de possuir grandes
méritos artísticos, tanto no terreno do conceito como da técnica e da forma,
foi instrumento utilíssimo, sendo veículo e ilustração de uma série de valores
daquela sociedade. Ligada a inúmeras esferas da vida e do saber, como a
religião, a política, a ciência, a decoração de espaços e edifícios públicos, o
esporte, a educação, e outras. Mais do que isso, durante a época de Alexandre, o
Grande, exerceu decisiva influência sobre a escultura
romana, como antes havia feito com a escultura
etrusca.
Focada na
representação do homem e de deuses antropomórficos, embora se manifeste também
em uma grande diversidade de outros sujeitos, alguns dos cânones formais para o
corpo humano que introduziu foram uma criação inédita na história da arte
mundial. Estabelecendo uma bem-sucedida aliança entre a imitação realista e
quase científica das formas naturais e sua idealização, ainda hoje são
largamente prestigiados como modelos de beleza. Também foi importante na
inauguração de um novo ramo filosófico, a estética.
Algumas de suas obras mais destacadas se tornaram ícones populares, como a Vênus
de Milo, o Apolo Belvedere e a Vitória de Samotrácia, e os nomes dos
seus artistas mais importantes, entre eles Fídias, Policleto e Praxíteles,
de grande fama.
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Vênus de Milo
ESCULTURA ROMANA
Roma foi uma das
maiores civilizações da Antiguidade Clássica. Sociedade eminentemente visual com a maior
parte de sua população analfabeta e incapaz até de compreender o latim erudito que circulava entre a elite, as artes visuais
funcionaram como uma espécie de língua franca acessível a
todos, confirmando ideologias e divulgando a imagem de personalidades
eminentes. Nesse contexto, a escultura desfrutou de uma posição privilegiada,
ocupando todos os espaços públicos e privados e povoando as cidades com
inumeráveis exemplos em várias técnicas. Até
mesmo os retratos tinham frequentemente associações com o sagrado, e assim como
em todas as culturas, Roma não divergiu na prática de produzir imagens
propriamente de culto, que estavam presentes nos grandes templos públicos até
nas mais modestas das habitações. Não só os grandes gêneros escultóricos em bronze e mármore se tornaram comuns,
a estatuária, os grandes sarcófagos, os relevos arquiteturais, mas mais ainda as estatuetas
em terracota, os relevos funerários simples, as máscaras mortuárias
em cera, cujo custo estava dentro do alcance das classes mais baixas.
A escultura da Roma Antiga foi
uma das mais importantes expressões artísticas dos antigos
romanos. A tradição grega de escultura permaneceu uma referência constante ao longo de toda a
trajetória da arte escultórica em Roma, recebendo influência primeiro através da escultura etrusca, fortemente devedora dos gregos do período
arcaico, e a partir do período helenístico o contato passou a ser direto e ainda mais intenso e
fecundo. Mas contradizendo uma antiga e generalizada opinião de que os romanos
foram apenas meros copistas, hoje se reconhece que foram capazes não só de
assimilar e elaborar suas fontes com maestria, mas também de dar importante
contribuição original a essa tradição, visível em especial no retrato pictórico, gênero que gozou de prestígio singular e deixou exemplos
de suma perícia técnica e elevada expressividade, e na escultura decorativa dos
grandes monumentos públicos, onde se desenvolveu um estilo narrativo de grande
força e caráter tipicamente romano.
Retrato de Augusto de Prima Porta
Por David Nelson
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